domingo, 2 de novembro de 2008

Foi mal!


Eu não sei por que fiz isso, nem sei também porque estou pensando nisso até agora. Talvez em outra situação eu tivesse agido diferente, mas não dava juro que não dava.
Eu nem sei por que estou fazendo isso. Você é apenas um bêbado, provavelmente um bêbado ainda e do lado de fora, trancado do lado de fora. Merda, pior que eu queria ter ajudado o cara, mas não dava, não queria perder meu ônibus e ficar preso naquele palco enorme onde tudo é encenado, eu queria sair dali logo, antes que outra pessoa me ligasse dizendo que queria se atracar comigo também e depois dizer simplesmente “nossa, você só fala foi mal”.
Auto-suficiência, auto-suficiência, quando é que eu vou poder dominar isso. Não quero ser ator pra sempre, quero viver histórias reais, alguma que me agrade pra variar. Quero a verdade , sabe?

sábado, 25 de outubro de 2008

(re)Surgir


Aponte o limite agora. Isto é claro, se sua visão ainda estiver submetida a isso.

Libertei-me, sou enfim livre, e só descobri isso ao perceber as grades que me prendem aqui.

Que bom não é? A verdade é melhor em partes por ser verdade. Conheço o inimigo agora, na verdade agora o reconheço, resolvi olhar pro lado resolvi abrir os olhos, agora sim sei pra onde atirar.

Abandonei as minhas certezas, agora estou mais leve pra andar, vou a todas as direções onde houver dúvidas. Respostas absolutas não me satisfazem mais. Não merecem mais minha fé inabalável, não merecem mais a minha submissão. Já vivi num cenário de plástico por tempo de mais, chegou a hora de atear fogo.

Verdades absolutas vendam os olhos, calam vozes, entorpecem.

Só agora posso apontar pras fronteiras e gritar

“Mentira”

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lagarto


Eu queria ter essa tranqüilidade toda, fingir que estou bem e me divertir, só isso!
Mas o fato é que já estou de saco cheio disso, de fingir que sou assim.
E então me pergunto: quando isso vai mudar/acabar?

Eu cheguei à conclusão que – mesmo não querendo – eu não pertenço a mim mesmo. Posso estar errado (e sei que estou), mas esse é o jogo que a vida me faz jogar, um jogo sujo de cartas marcadas.
Entretanto hoje sei que o amanhã será diferente de ontem, mas as folhas cinza, ainda sim, continuarão a cair.

Ah, só quero mesmo é ficar aqui ouvindo música, extenuado na cama, tentando esquecer meus “muros e plataformas”.
Sei que isso é chato, mas, na boa, dane-se!
Eu me cansei disso tudo.


E mesmo depois dessas questões que acabei de abordar, eu não serei livre disso tudo. Ainda sim, depois das questões que não abordei, perdidas por ai, eu não me sinto livre...
Você se sente livre?
Você pode sentir?

sábado, 18 de outubro de 2008

Luta singular

O exército de um homem só

Em uma guerra singular


Sem valores, sem armas


Auto ódio em punhos

Nenhuma gota de sangue será derramada

Aqui só haverá lágrimas

De quem partir e de quem ficar

Banharemos-nos com sua dor

Que se faça o sacrifício

Que morra o derrotado

Que o fluxo das águas nos leve para o lugar

Onde a vingança será conquistada

A luta acontece dentre as fronteiras imaginárias do ego

Lutemos mais uma vez em prol de novos limites

Façamo-nos homens guerreiros

Derrotemos o fracasso

Levantemos a bandeira da vitória

Derrotemos a nós mesmos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Corra! Corra!



Corra! Porque eles estão vindo ai! Corra! Porque você não tem força suficiente para enfrenta-los. Não é que eles são imbatíveis, nós é que somos fracos, e vamos sofrer as conseqüências por causa disso, podes ter certeza!


Então, pegue um foguete e suma! Não perque seu tempo! Não perque mais seu tempo aqui - apesar de não valer nada - vivendo sempre esse "mais do mesmo". Lembre-se sempre que a vida é uma droga dependente de você, então não tente me entender.


Agora já é tarde, eles chegaram! Armados até os dentes, com palavras fúteis e inúteis, irão encher sua cabeça e não te deixarão respirar. Agora já é tarde você vai agüenta-los? Então corra! Corra!