quinta-feira, 2 de julho de 2009

?


-Traço curvo sobre um ponto, a cada pausa. Talvez na próxima eu inove, “200inove”.
Brincadeira! (sem graça), talvez na próxima eu pressione o backspace até o hífen. Sei que muitos torceriam por isso e esses muitos irão interromper a leitura antes da palavra “liberdade” que pretendo inserir em algum próximo parágrafo. Mas não os culpo, em troca de que não me culpem também. Só quero me divertir um pouco tentando sufocar essas letrinhas que toco com os dedos.
(Paro pra bater no móvel com os indicadores de ambas as mãos. Os mesmos que outrora martelavam o teclado. Queria saber traduzir os ruídos percussivos que produzo por aqui. É como se algum baterista de death metal invadisse o ensaio do American Football e começa-se a... atrapalhar? Não. Se divertir).
Novamente liberto dos parênteses tento descobrir porque estou fazendo isso. Não posso dizer que estou escrevendo algo, ou pelo menos nada que diga algo.
Só estou tentando levar esse tracinho que fica piscando sempre após minha última palavra para o mais longe possível. Talvez eu só queira destruí-lo antes que ele o faça comigo, ou com minhas linhas. Sei lá, e se ele estiver contando o tempo, talvez o tempo que eu tenha para parar com isso?
Tem razão, é loucura. Loucura de mais imaginar isso, loucura de mais escrever isso, loucura de mais não querer acabar com isso.
Melhor parar com tudo enquanto há tempo ou ao menos antes que alguém pressione o backspace por mim.
Só espero que os que esperavam encontrar a palavra “liberdade” para enfim poderem fazer algo mais importante não se zanguem pelo fato deu só citá-la bem próximo do traço pisca-pisca (o protagonista da história).
Afinal é o nosso anseio em comum.
LIBERDADE

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Anjo ou Demônio?


O que será esta grande força que perjura sobre mim, me atraindo bruscamente para baixo?
Fazendo com que o céu caia sobre mim, como gotas de chuvas de inverno.
Queria ter um conta-gotas para contar o mar de coisas estúpidas que falei e fiz...


O que seria este sentimento ruim, que me assombra 'relembrando' o meu futuro?
Se eu tivesse forças, me levantaria e gritaria tudo o que está em minha alma! Mas quem daria ouvidos a uma depressão fatídica?


Oh! Meu amigo quem és tu, que me faz escrever essas coisas tão sublimes?
Talvez tu sejas aquela pessoa que iria mudar a minha vida, mas que morreu atropelado por um carro dirigido por um motorista bêbado qualquer...


Mas serás tu meu anjo ou demônio?
Que me estendeu a mão quando estava me afogando.
Tentei me impulsar para segura-la.
Mas me recuei com medo de me afogar...
Recuei-me com medo de me afogar!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Menos Maio


Menos maio. Só não sei se entre ou livre de aspas.
Creditei nesta frase a responsabilidade de transformar todas as frases, todas as aspas, todos os espaços escondidos na minha cabeça, em uma vaga tese que não sei sobre o que deve falar.
Talvez eu tenha encarnado nesses últimos meses um personagem de Platão substituído por antônimos, somado a confusão de um outro Caulfield de um outro Salinger qualquer.
O antônimo é que não nasci em caverna alguma, mas talvez eu tenha adentrado nela em algum passeio ecológico qualquer e após ter encontrado um pouco de água limpa, resolvido lavar-me ali da poeira que se impregnou em mim do lado de fora.
A rusticidade tornou meus dias curiosamente confortáveis e na minha caverna não havia sombra nenhuma nas paredes. Talvez até houvessem, mas me descobri um ótimo cego frente aquilo tudo. Um tipo de cego que transforma um piscar de olhos em uma cegueira quase sincera.
Não sei muito bem o que me levou a olhar lá pra fora de novo, muito menos o que atraiu meus passos para o alcance do sol, sei que agora aqui, frente aos refletores de sombra, sinto o imenso desejo de desligar a TV para não tomar nota do novo reality show, fechar a internet para não participar do novo movimento pró “natureza”, desligar o... não, melhor não.
Melhor aumentar o volume do rádio e virar um surdo sincero no que diz respeito a ouvir o que as sombras falam.
E esperar,
o menos junho.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

(Sublime)


Movendo essas caixas de inutilidades, na qual, chamo-as de pensamentos...

Indo para algum lugar onde ninguém entende nada e nem fingem entender.

Ah! E assim, sigo a cair...

- Por favor! Por favor! Não leve isso contigo!

Seu futuro não será igual ao meu.

Posso estar sendo sublime...

Posso estar afogando em terra firme.

E quando chega o fim...

Apagando essa mente corroída com mercúrio e ácido sulfúrico.

Carregando minhas pilhérias, ''meu poste e meu tio Bill''.

Desmanchando minhas ruínas, até fazer minha página ficar em branco outra vez.

Ah! E os meus sonhos? Caem comigo...

- Por favor! Por favor! Não tente os reerguer de novo!

Não os leve contigo!

Posso estar sendo sublime...

Com uma arma apontada para minha cabeça, contra o meu próprio crime...

E quando é que chega o final?


Movendo essas caixas de inutilidades, na qual, chamo-as de pensamentos...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Castelos


Castelo de areia em alto mar,
cercado por muros de papel que se dissolvem em meio às ondas.
Destruindo pedaço por pedaço do meu muro intransponível,
levando à terra firme a segurança que eu acreditava ter.
Castelo de papel cercado por muros de areia.
Que se dissolvem em meio ao vento, que vem e vai pra lugar nenhum.
Levando embora minha coragem,
deixando-me submerso no medo.
Castelo de mar cercado por muros de vento, ou talvez, castelo de ar cercado por muros de mar?
Bobagem, são só ruínas.
Apenas ruínas no meio do nada.