terça-feira, 1 de setembro de 2009

Morfina


Eu não posso ver e também não posso sentir!
As coisas estão ficando muito pragmáticas, e eu não sei mais como será daqui pra frente.
Algo me diz que a lendária chama se apagando, e com ela, minha mente vem se desfragmentando como ruínas de uma vida recessiva e escassa.
E tu sabes disso mais do que eu...
Tu clamas por isso mais do que eu!


Eu era uma máquina inútil, um completo andróide paranóico! E ninguém sabe como é (ninguém sabe!). Suas veias ligadas à fios de alta voltagem, sua mente imantada com fios de cobre e fita isolante, sua alma e seus sentimentos conectados a um computador central...
Eu fiz de tudo para ser mais humano, entretanto, o telefone estava mudo.
E tu clamavas por isso mais do que eu...








A medicação está falhando...

sábado, 18 de julho de 2009

Formas Falsas


Ultima parada: esta cidade.

Desfarei as trilhas do trem, para me perder no caminho de volta...














(Se é que há volta... Se é que há caminho... Se é que há trem...)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Toc²

Somente gastar energia e mover braços, pernas e músculos!
Talvez apenas seja este o motivo de eu aqui caminhar.

Neste caminho cheio de factóides e utopias, tão reais quanto o mais profundo vácuo que se encontra em um espaço infinito entre meu crânio e meu cérebro, perdido em uma memória qualquer... Ou um simples erro de deus ocorrido em minha mente!

Mente que ainda não pode ser lida.
O sistema ainda está fora do ar!
Mente censurada pela lei Nove Mil Cento e qualquer coisa, que mesmo "livre" não pode se expressar!
Essa 'maquina de deus' ainda segue desativada!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

?


-Traço curvo sobre um ponto, a cada pausa. Talvez na próxima eu inove, “200inove”.
Brincadeira! (sem graça), talvez na próxima eu pressione o backspace até o hífen. Sei que muitos torceriam por isso e esses muitos irão interromper a leitura antes da palavra “liberdade” que pretendo inserir em algum próximo parágrafo. Mas não os culpo, em troca de que não me culpem também. Só quero me divertir um pouco tentando sufocar essas letrinhas que toco com os dedos.
(Paro pra bater no móvel com os indicadores de ambas as mãos. Os mesmos que outrora martelavam o teclado. Queria saber traduzir os ruídos percussivos que produzo por aqui. É como se algum baterista de death metal invadisse o ensaio do American Football e começa-se a... atrapalhar? Não. Se divertir).
Novamente liberto dos parênteses tento descobrir porque estou fazendo isso. Não posso dizer que estou escrevendo algo, ou pelo menos nada que diga algo.
Só estou tentando levar esse tracinho que fica piscando sempre após minha última palavra para o mais longe possível. Talvez eu só queira destruí-lo antes que ele o faça comigo, ou com minhas linhas. Sei lá, e se ele estiver contando o tempo, talvez o tempo que eu tenha para parar com isso?
Tem razão, é loucura. Loucura de mais imaginar isso, loucura de mais escrever isso, loucura de mais não querer acabar com isso.
Melhor parar com tudo enquanto há tempo ou ao menos antes que alguém pressione o backspace por mim.
Só espero que os que esperavam encontrar a palavra “liberdade” para enfim poderem fazer algo mais importante não se zanguem pelo fato deu só citá-la bem próximo do traço pisca-pisca (o protagonista da história).
Afinal é o nosso anseio em comum.
LIBERDADE

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Anjo ou Demônio?


O que será esta grande força que perjura sobre mim, me atraindo bruscamente para baixo?
Fazendo com que o céu caia sobre mim, como gotas de chuvas de inverno.
Queria ter um conta-gotas para contar o mar de coisas estúpidas que falei e fiz...


O que seria este sentimento ruim, que me assombra 'relembrando' o meu futuro?
Se eu tivesse forças, me levantaria e gritaria tudo o que está em minha alma! Mas quem daria ouvidos a uma depressão fatídica?


Oh! Meu amigo quem és tu, que me faz escrever essas coisas tão sublimes?
Talvez tu sejas aquela pessoa que iria mudar a minha vida, mas que morreu atropelado por um carro dirigido por um motorista bêbado qualquer...


Mas serás tu meu anjo ou demônio?
Que me estendeu a mão quando estava me afogando.
Tentei me impulsar para segura-la.
Mas me recuei com medo de me afogar...
Recuei-me com medo de me afogar!