terça-feira, 20 de julho de 2010

Abre Aspas

Entrego-lhe as pás que enterraram minha mente em tuas fictícias palavras.
Entrego-lhe também as pás que sepultaram meu coração num fundo falso qualquer, mais conhecido como solidão.
Abdico e lhe dou em mãos as pás que me desvencilharam de suas mãos e de teus sentimentos falsos, de plástico.

As pás que desenterraram dos escombros de dentro de mim homens embaçados assentimentais, vultos de ladies Oullets, odes para Joys,
lagartos-máquinas de deus, locotomias monocromáticas, formas falsas perdidas, Sienitas moto-locótomas, quatro passos sublimes.
Morfinas...
Dilemas...
Agonias...
Em fim, todos os meus outros dias em outras vidas.

E para você guardar todas essas pás e essas pilhérias, eu te deixo minhas aspas entre teus parênteses.
Guardado por teus colchetes
Trancados por tuas chaves
Com meu ponto final.









Fecha aspas.

4 comentários:

Maíra Souza disse...

"sepultaram meu coração num fundo falso qualquer, mais conhecido como solidão."
Tipo isso... =\

Faccion® disse...

Nossa, sensacional esse texto. Você tem que fazer um livro com esses escritos, ia vender demais!

Valdecy Alves disse...

Leia matéria em meu blog de como utilizar a arte para criar uma consciência de preservação do patrimônio histórico material e imaterial. Caso Município de Senador Pompeu, Ceará. Leia, comente e divulgue:http://www.valdecyalves.blogspot.com/

Super Nada disse...

Cara esse texto é bom pra caralho, pra caralho, pra caralho mesmo!