segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Aerofólio

Espere-me...
Atrás da porta do quarto dos fundos.
No quarto das mentes desestabilizadas e sem sustento.
Pois hoje, é o nosso dia!
Nós vamos sair dessas aspas!

Jogue fora
todas as tuas palavras.
Palavras que nunca preencheram uma linha sequer, de uma folha qualquer.
Pois agora, teremos um mar de dizeres
Para manter-nos nesse nosso diálogo mudo de sempre.

Cante a nossa canção...
A canção mais linda e doce, que músico nenhum - mesmo com ouvido absoluto - conseguira decifrar.
Um blues antigo e o barulho da chuva é tudo que precisamos!

Um vinho tinto amargo
Manchando tudo aquilo que fomos.
A taça quebrada, o disco arranhado, e todos estavam te esperando...
Mas agora, eles se foram!
Não temos mais com quem nos embebedar com essas palavras tácitas e túrbidas,
E nem pra onde fugir!

Eu só queria não me sentir mais assimétrico...
Me sentir mais assimétrico...

2 comentários:

Maíra Souza disse...

Demorei pra passar por aqui, mas antes tarde que nunca. Né?

Só a gente mesmo pra saber do que somos feitos, e como ninguém vai fazer melhor que nós algo que só a gente sabe. Dá pra entender?
Mudar faz bem. Ainda que na direção contrária andar, faz com que a gente olhe melhor em volta do que estamos presos. Acho que sempre estaremos presos. Confundidos e sem saber o que fazer.

As palavras saem leve daí..
E "Um blues antigo e o barulho da chuva é tudo que precisamos!"

=)

BjO

rama disse...

Muito bom! ;)