terça-feira, 1 de setembro de 2009

Morfina


Eu não posso ver e também não posso sentir!
As coisas estão ficando muito pragmáticas, e eu não sei mais como será daqui pra frente.
Algo me diz que a lendária chama se apagando, e com ela, minha mente vem se desfragmentando como ruínas de uma vida recessiva e escassa.
E tu sabes disso mais do que eu...
Tu clamas por isso mais do que eu!


Eu era uma máquina inútil, um completo andróide paranóico! E ninguém sabe como é (ninguém sabe!). Suas veias ligadas à fios de alta voltagem, sua mente imantada com fios de cobre e fita isolante, sua alma e seus sentimentos conectados a um computador central...
Eu fiz de tudo para ser mais humano, entretanto, o telefone estava mudo.
E tu clamavas por isso mais do que eu...








A medicação está falhando...

Um comentário:

Arte Literária e Cultura disse...

Este texto me fez lembrar do filme Matrix, onde a insignificância de conseguir algo ainda como Neo " O neófito" à procura da utopia " O que ele era relmente". Estes textos me fazem viajar muito a respeito dos paradigmas psicológicos que há nestas palavras, muito bom abraços...